BN003644 19 de setembro de 2006 14:15 HORALOCAL
Pesquisa multinacional expõe deficiências no conhecimento dos
clínicos gerais sobre depressão e sintomas físicos de sofrimento
PARIS, 19 de setembro /PRNewswire/ -- Nove em cada 10 clínicos gerais
jovens acham que o treinamento sobre depressão oferecido nas
faculdades de medicina - referente especificamente aos seus sintomas
físicos de sofrimento - necessita aperfeiçoamento, de acordo com
descobertas feitas por pesquisa multinacional divulgada hoje em
Paris.
Dos 500 clínicos gerais participantes em cinco países --
Brasil, França, Alemanha, México e Reino Unido - cerca de um terço
julga que a faculdade de medicina os preparou para diagnosticar
depressão na primeira consulta do paciente (35 por cento) ou que os
preparou para tratar todos os sintomas da depressão, emocionais e
físicos, até uma remissão completa (31 por cento). Todos os clínicos
gerais entrevistados já exerciam prática clínica durante três a cinco
anos.
"É importante que os médicos reconheçam rapidamente e considerem os
sintomas físicos - tais como cansaço, dores persistentes e
indefinidas, além de distúrbios do sono - como sinais possíveis de
depressão", disse Preston Garrison, secretário-geral e diretor geral
da Federação Mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental
Health - WFMH), uma das patrocinadoras da pesquisa. "Atrasos ou
falhas no diagnóstico prolongam o sofrimento de uma pessoa deprimida e
podem reduzir a probabilidade de uma recuperação completa".
Aproximadamente três quartos (73 por cento) dos clínicos gerais
disseram que seu treinamento ensinou a importância de considerar
tanto os sintomas emocionais como os de sofrimento físico da depressão
e metade (51 por cento) informou que aprendeu que os pacientes
deprimidos em geral apresentam principalmente sintomas físicos de
sofrimento. Na pesquisa, entretanto, os clínicos gerais revelaram
algumas deficiências no conhecimento e percepções errôneas a respeito
do papel dos sintomas físicos de sofrimento no diagnóstico e
tratamento da depressão. A respeito dos cinco sintomas de depressão
dos quais se lembravam, por exemplo, somente um terço ou menos dos
clínicos gerais citou os sintomas físicos de sofrimento e menos de um
terço (27 por cento) acha que os sintomas físicos de sofrimento são
sempre ou na maioria das vezes um sintoma de depressão. Por outro
lado, embora os clínicos gerais acreditem que os pacientes deprimidos
alcançarão remissão (resolução completa dos sintomas), a grande
maioria acha erroneamente que tratar os sintomas emocionais levará
automaticamente à resolução das dores e sofrimentos físicos. A
pesquisa clínica revela que freqüentemente os sintomas físicos
continuam sem resolução mesmo após a atenuação dos sintomas
emocionais (1).
Os clínicos gerais jovens concordam (48 por cento) ou concordam
enfaticamente (39 por cento) que o treinamento das faculdades de
medicina para depressão precisa ser aprimorado e a maioria concorda
(52 por cento) ou concorda enfaticamente (34 por cento) que há
necessidade de melhorar o treinamento específico para os sintomas
físicos de sofrimento para a depressão.
"Em conseqüência dos resultados da pesquisa, a WFMH está propondo uma
melhoria mundial dos cursos referentes à depressão e sintomas físicos
de sofrimento nas faculdades de medicina", informou Preston Garrison.
"Desta forma, a WFMH promoverá uma iniciativa internacional de
mobilização e conscientização para estimular o aprimoramento dos
currículos. A finalidade do programa é aumentar o nível de
conhecimento especializado dos clínicos gerais sobre o papel dos
sintomas emocionais e físicos de sofrimento no diagnóstico e
tratamento da depressão, na esperança de melhorar mundialmente o
diagnóstico, o tratamento e os índices de recuperação".
A pesquisa 'Testing the Medics' (Testando os Médicos) faz parte da
campanha 'Breaking through Barriers' (Derrubando Barreiras) da WFMH
para conscientização sobre depressão, uma iniciativa de educação do
público concebida para superar o estigma da depressão e melhorar o
padrão mundial do seu tratamento. A campanha conta com o patrocínio
conjunto da Eli Lilly and Company e da Boehringer Ingelheim.
Sobre a pesquisa 'Testing the Medics'
A WFMH, em parceria com a Eli Lilly and Company e a Boehringer
Ingelheim, contratou a pesquisa internacional 'Testing the Medics'
(Testando os Médicos) para medir a qualidade do ensino dos clínicos
gerais sobre a relação entre a depressão e os sintomas físicos de
sofrimento nas faculdades de medicina, e para identificar possíveis
deficiências no conhecimento dos clínicos gerais jovens.
Aproximadamente 121 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de
depressão(2), entretanto cerca de três quartos das pessoas com
transtorno depressivo nunca recebem tratamento, de acordo com a
Organização Mundial de Saúde(3). Apesar da incidência elevada de
sintomas físicos no quadro de atendimento primário, a WFMH está
preocupada porque os clínicos gerais jovens podem não estar recebendo
uma formação adequada a respeito da conexão entre a depressão e os
sintomas físicos de sofrimento, e que este nível baixo de
conscientização pode estar contribuindo para uma incidência elevada
de deficiência no tratamento da depressão.
Pesquisa - Metodologia
A empresa independente de pesquisa de mercado Harris Interactive(R)
efetuou a pesquisa em nome da WFMH por via telefônica entre os dias
21 de abril e 3 de julho de 2006, no Brasil, França, Alemanha, México
e Reino Unido. Houve entrevistas com um total de 501 clínicos gerais
(cerca de 100 em cada país) com três a cinco anos de experiência
clínica desde a conclusão dos seus períodos de residência médica. A
Harris somente pesquisou médicos que dão pelo menos 20 horas de
consultas por semana e que tratam pelo menos dois pacientes com
depressão por mês. Com amostras deste tamanho, há uma certeza de 95
por cento de que os resultados gerais apresentarão um erro de
amostragem de mais ou menos 4,4 por cento.
Sobre a WFMH
A WFMH é uma organização interdisciplinar com participantes
internacionais cuja missão é promover, entre todos os povos e nações,
o nível mais elevado possível de saúde mental nos seus aspectos
biológicos, médicos, educacionais e sociais mais amplos. Seu status
de consultora das Nações Unidas proporciona à WFMH uma multiplicidade
de oportunidades para atuar globalmente na defesa da saúde mental,
trabalhando em estreita cooperação com a Organização Mundial de
Saúde, UNESCO, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, a Comissão
de Direitos Humanos da ONU, a Organização Internacional do Trabalho e
outras.
(1) Greco T, et al. J Gen Intern. M 2004; 19: 813-818
(2) Organização Mundial de Saúde. Folha de dados - Depressão, 2005.
Disponível em:
http://www.who.int/mental_health/management/depression/definition/en/.
(3) Organização Mundial de Saúde, disponível em:
http://www.who.int/dietphysicalactivity/publications/facts/diabetes/en/
(Logotipo: http://www.newscom.com/cgi-bin/prnh/20060919/BTBLOGO )
FONTE World Federation for Mental Health
19/09/2006
CONTATO: Katy Davidson da Weber Shandwick Worldwide,
+44-20-7067-0205
Foto: NewsCom:
http://www.newscom.com/cgi-bin/prnh/20060919/BTBLOGO
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PALAVRA-CHAVE/RAMO DE ATIVIDADE: SAÚDE
PALAVRA-CHAVE/EMPRESA: WORLD FEDERATION FOR MENTAL HEALTH
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