BN003644 21 de setembro de 2006 10:22 HORALOCAL
PARIS, 21 de setembro /PRNewswire/ -- Um grupo-tarefa
internacional de especialistas se reuniu hoje em Paris para lançar
uma nova orientação sobre o diagnóstico e administração da alergia à
proteína do leite de vaca (CPMA - Cows' Milk Protein Allergy) em
crianças. O grupo-tarefa foi criado após os resultados de uma
pesquisa internacional [1], que revelou que 72% dos profissionais de
saúde (HCPs - HealthCare Professionals) confundem os sintomas de
alergia ao leite com outras condições. A pesquisa demonstra que esta
confusão provoca uma demora no diagnóstico, deixando 70% dos pais das
crianças com CMPA com angústia e sentimento de culpa pelas condições
da criança.
"A nova orientação, se adotada em nível nacional, melhorará o modo de
tratar as crianças com CMPA, ajudando a evitar qualquer sofrimento
desnecessário decorrente da demora no diagnóstico", comentou o
professor Yvan Vandenplas, presidente do grupo-tarefa internacional
que desenvolveu o protocolo.
A pesquisa entre mais de 500 HCPs (inclusive clínicos gerais,
pediatras e enfermeiros) revelou que 85% dos HCPs desejam mais
informações sobre a CMPA em geral e um quarto deles (23%) não está
satisfeito com as ferramentas atuais de diagnóstico. Como 66% dos
participantes na pesquisa atendem de um a três casos de alergia ao
leite todos os meses, considera-se que o desenvolvimento desta
orientação é uma prioridade para garantir que as crianças com esta
condição recebam o diagnóstico com rapidez e precisão, além de uma
administração efetiva do caso.
O leite de vaca é a causa mais freqüente de alergia alimentar em
bebês e crianças [2], afetando pelo menos 2-3% das crianças [3].
Entretanto, sintomas indicando CMPA, inclusive erupção da pele,
respiração ofegante, vômitos e diarréia, podem estar presentes em até
15% dos bebês [4].
Como era de esperar, esta condição pode afetar bastante os bebês e as
suas famílias. Como parte da pesquisa [5], mil pais responderam
perguntas e 82% deles, um percentual bem elevado, declararam que a
CPMA de seus filhos os fez perder o sono e quatro em cada dez (38%)
disseram que a condição gerou discussões com os seus parceiros. Ainda
mais preocupantes são os efeitos que os pais acham que a condição
provoca em seus filhos, com cerca de metade (49%) dizendo que a
alergia significava que a sua criança não apresentava um
desenvolvimento satisfatório. De um modo geral, quase dois terços dos
que participaram da pesquisa disseram que a condição afetou de algum
modo a vida familiar.
O professor Christophe Dupont, um dos que presidiram as reuniões de
Paris, disse que os "HCPs não tinham acesso a ferramentas de
diagnóstico de boa qualidade relativas à CMPA, o que provavelmente
explica porque tantos ficam confusos sobre esta condição. A nova
orientação vai atender esta necessidade. A prioridade é assegurar que
os bebês que apresentam algum dos sintomas sejam prontamente
identificados, testados e administrados adequadamente".
A orientação completa constante de dois protocolos, um para bebês
amamentados no seio e outro para os que tomam mamadeira, junto com um
texto detalhando o processo de diagnóstico e administração, será
publicada em 2007 em jornal reconhecido no meio médico.
O grupo-tarefa está promovendo uma campanha denominada Atue Contra a
Alergia ("Act Against Allergy"), que inclui atividades de
conscientização e materiais educacionais para ajudar os HCPs e os
pais a administrarem melhor a CMPA. Além da orientação divulgada hoje,
as ferramentas incluem um website novo para profissionais de saúde,
pais de crianças com CMPA e a mídia: http://www.actagainstallergy.com
.
Notas para os editores
A campanha Atue Contra a Alergia ("Act Against Allergy") recebeu o
apoio de uma doação educacional da SHS International.
As pesquisas contaram com a participação de 505 profissionais de
saúde e 1000 pacientes no Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e
Itália para estabelecer as suas atitudes e nível de conhecimento da
CMPA.
Referências
[1] Pesquisa telefônica entre 505 profissionais de saúde. KRC
Research, novembro de 2005
[2] Niggemann B et al. Prospective, controlled, multi-center study on
the effect of an amino acid based formula in infants with cow's milk
allergy/intolerance and atopic dermatitis. Pediatr Allergy Immunol.
2001;12: 78-82.
[3] Sicherer SH. Review: Food Allergy. Lancet. 2002;360: 701-710.
[4] Host A. Cow's milk protein allergy and intolerance in infancy.
Pediatr Allergy Immunol. 1994;5: 1-36.
[5] Pesquisa telefônica entre 1000 pais de crianças entre 0-3 anos de
idade. KRC Research, novembro de 2005
FONTE SHS International
21/09/2006
CONTATO: Harriet Hopkins, +44-207-067-0204 ou
hhopkins@webershandwick.com
Website: http://www.actagainstallergy.com
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