BN003720 08 de maio de 2007 15:57 HORALOCAL
São Paulo, 8 de maio de 2007 - O contato direto com os dirigentes
das companhias abertas é vital para os analistas e por isso eles
preferem não abrir mão do acesso às informações divulgadas nas
teleconferências no seu próprio idioma. A conclusão é de pesquisa
conduzida pela FIRB - Financial Investor Relations com 64 analistas
sobre a realização de teleconferências com tradução simultânea. Esse
formato, que começa a ser adotado por um número maior de empresas
listadas na Bovespa, conta com a preferência de uma parte dos
analistas de mercado, mas enfrenta muitas resistências. A grande
maioria das companhias realiza duas teleconferências, uma em
português e outra em inglês.
A pesquisa realizada pela FIRB para orientar as empresas sobre a
melhor escolha mostra que a decisão deve ser bem avaliada. Entre os
50 analistas brasileiros consultados, 50% declararam-se favoráveis à
realização de conferência em português com tradução simultânea para o
inglês. Mas tudo muda de figura se o idioma original não for o
português. Mais de 62% declararam-se contrários à realização de
apenas uma teleconferência na hipótese de o idioma original ser o
inglês, com tradução para o português.
Já no grupo de 14 analistas estrangeiros, os votos foram maciçamente
contra a tradução simultânea, em qualquer hipótese: 71,43%
declararam-se contrários à realização de conferências em português
com tradução simultânea para o inglês, e 64,29% também afirmaram não
serem favoráveis, nem mesmo se o idioma original fosse o inglês. "É
muito complicado traduzir com rapidez e precisão", disse um deles.
"Geralmente os tradutores não entendem o contexto da teleconferência
e por isso o conteúdo perde coerência. Além disso, tradutores não têm
agilidade necessária para acompanhar o ritmo dos executivos", disse
outro.
Economia de tempo e simultaneidade de divulgação de informações são
as duas grandes vantagens apontadas pelos defensores do uso da
tradução simultânea. Em compensação, os analistas apontam um conjunto
de contra-indicações. Preocupam-se principalmente com erros e
impropriedades da tradução. Além disso, muitos afirmam que a
qualidade técnica das transmissões é inferior quando há tradução
simultânea e o acesso às informações é prejudicado. Também consideram
que a tradução simultânea pode tornar a conferência muito longa e
maçante.
Para um analista, duas teleconferências têm a vantagem de atender
focos de interesses diferentes. "O investidor brasileiro busca mais
dados quantitativos; já o estrangeiro demanda mais informações
qualitativas, tais como estratégia, mercados e competidores."
Do grupo de analistas brasileiros consultados, 28% declararam não
serem favoráveis ao formato com tradução simultânea do português para
o inglês. Alguns ponderaram que isso poderia prejudicar o
acompanhamento de empresas brasileiras pelos analistas estrangeiros,
o que não seria desejável. Outros 22% afirmaram serem indiferentes ao
formato com ou sem tradução do português para o inglês.
A FIRB normalmente não recomenda a prática da tradução simultânea,
exceto em casos especiais, em que, por exemplo, há limitações do
management com outra língua. Sempre que possível, a companhia deve
aproveitar ao máximo a oportunidade da realização da teleconferência
para possibilitar o máximo contato direto dos analistas com os
gestores da companhia.
Clique no link abaixo para acessar a Pesquisa:
http://www.firb.com/noticia_view.php?idnoticia=69
Mais informações:
Francisca Stella Fagá Alves
FIRB - Financial Investor Relations Brasil
+ 55 11 3897-6857
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