Estudos continuam a mostrar que pacientes com síndrome mielodisplásico tratados com Revlimid vivem mais e não dependem de transfusões
 
 
BN003644  17 de maio de 2007  14:39 HORALOCAL


Pesquisa do Moffitt apresentada no 9º Simpósio Internacional sobre 
Síndrome Mielodisplásico

    TAMPA, Flórida, 17 de maio /PRNewswire/ -- Novos resultados 
atualizados de um ensaio pivotal em fase II, avaliando o Revlimid em 
pacientes com câncer sangüíneo incurável conhecido como síndrome 
mielodisplásico (SMD), foram apresentados hoje pelo Dr. Alan List, do 
H. Lee Moffitt Cancer Center & Research Institute (Instituto de 
Pesquisa e Centro Oncológico H. Lee Moffitt), no 9º Simpósio 
Internacional sobre SMD que está sendo realizado agora em Florença, 
Itália. Dados revolucionários apresentados no encontro mostraram que 
o Revlimid, ou lenalidomida, pode oferecer benefícios de sobrevivência 
prolongada, e evitar a progressão da doença em pacientes com SMD 
apresentando eliminação do cromossomo 5q.
    "Estes dados marcantes demonstram que o Revlimid, em muitos casos, 
pode ajudar pacientes com SMD em uma vida livre de transfusão por 
vários anos. E mais importante, achamos que o Revlimid pode oferecer 
uma significativa vantagem de sobrevivência prolongada, com 87% dos 
pacientes citogênicos tendo uma sobrevivência estimada de dez anos," 
disse Dr. List, Professor de Oncologia e Medicina, Chefe da Divisão 
de Hematologia Maligna no Moffitt, e principal pesquisador do estudo. 
"É muito recompensador ver pacientes tratados com Revlimid vivendo 
mais tempo, vivendo três ou quatro anos livres de transfusões e tendo 
uma melhor qualidade de vida em geral."
    Os dados atualizados apresentados pelo Dr. List no Simpósio deste ano 
mostraram que pacientes da SMD com eliminação do cromossomo 5q que 
receberam Revlimid puderam ficar livres de transfusões por 2,2 anos 
em média e, após quatro anos, eles ainda estavam respondendo ao 
tratamento. Além disso, entre os pacientes que mostraram uma resposta 
citogênica ao Revlimid, 87% tiveram uma sobrevivência estimada de dez 
anos, comparados com somente quatro por cento dos pacientes não 
citogênicos.
    Dados adicionais, tirados numa análise retrospectiva de uma base de 
dados alemã sobre pacientes com SMD tratados com Revlimid, foram 
também apresentados no Simpósio, e mostraram que o Revlimid pode 
também prevenir a progressão da doença em pacientes da SMD com 
eliminação do cromossomo 5q. Isto é digno de nota porque, de acordo 
com a MDS Foundation, cerca de 30% dos pacientes diagnosticados com 
SMD normalmente avançam para a leucemia mielóide aguda (LMA). Os 
pacientes recebendo Revlimid também tiveram uma vantagem 
estatisticamente significativa de sobrevivência total.  
    A SMD, um câncer em que a medula óssea não consegue fazer uma 
quantidade suficiente de células sangüíneas, afeta 300.000 pessoas no 
mundo inteiro, matando 60.000 a 70.000 anualmente. Os pacientes com 
SMD sofrem de anemia e fadiga, e necessitam de transfusões de sangue 
integral, às vezes com freqüência quinzenal. Repetidas transfusões 
podem levar a uma acumulação tóxica chamada "sobrecarga de ferro" que 
prejudica severamente o coração, o fígado e o pâncreas, e os 
pacientes eventualmente sucumbem à doença.
    O Revlimid é indicado para o tratamento de pacientes com anemia 
dependente de transfusões, devida à síndrome mielodisplásico de risco 
baixo ou intermediário-1, associada com uma anormalidade citogênica 
de eliminação do cromossomo 5q, com ou sem outras anormalidades 
citogênicas adicionais. O Revlimid é também usado como tratamento, em 
conjunto com a dexametasona, para pacientes com mieloma múltipla que 
receberam pelo menos uma terapia anterior.

    Sobre o H. Lee Moffitt Cancer Center & Research Institute
    Localizado em Tampa, Florida, no campus da University of South 
Florida, o H. Lee Moffitt Cancer Center & Research Institute
( www.moffitt.org ) é o único centro oncológico da Flórida com a 
designação do NCI como um Centro Oncológico Abrangente por sua 
excelência nas pesquisas e nas contribuições para ensaios clínicos, 
prevenção e controle do câncer. O Moffitt possui atualmente quinze 
afiliados na Flórida, um na Geórgia e dois em Porto Rico. Além disso, 
o Moffitt é membro da National Comprehensive Cancer Network, uma 
prestigiada aliança dos principais centros oncológicos dos EUA, e 
está listado na publicação U.S. News & World Report como um dos 
Melhores Hospitais Americanos para câncer. A missão exclusiva do 
Moffitt é contribuir para a prevenção e a cura do câncer.

    Para mais informações, faça contato com:
    Nancy Johnson
    (813) 745-1478
    nancy.johnson@moffitt.org
FONTE  H. Lee Moffitt Cancer Center & Research Institute
                               17/05/2007 
    CONTATO: Nancy Johnson do H. Lee Moffitt Cancer Center & Research 
Institute, +1-813-745-1478, nancy.johnson@moffitt.org 
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