
PARIS, 26 de junho de 2012 /PRNewswire/ -- O indicador SGPA da momagri apresentou um fato pouco conhecido: Subsídios agrícolas nos EUA são bem maiores do que os números normalmente dados, e em muito superaram os concedidos pela União Europeia (UE) e seus estados membros.
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De fato, mais de $172 bilhões[1] foram autorizados nos EUA em 2010, contra €76 bilhões na UE, ou €422 per capita nos EUA contra €151 per capita na UE, ou seja, quase três vezes mais. Essa observação vai contra estereótipos que alegam que os fazendeiros europeus são os mais ajudados. E a diferença continua a crescer desde 2008.
Do outro lado do Atlântico, políticas visam estimular e garantir a produção agrícola, de fazendeiros a consumidores, de uma maneira contra o ciclo, ou seja, levando em consideração as condições de mercado. Uma outra característica específica é o auxílio à alimentação doméstica (54 por cento de SGPA em 2010), geralmente considerado um subsídio social, que de fato representa um subsídio ativo para o setor agrícola e agroalimentar americano, e é avaliado em mais de $94 bilhões. A reforma em andamento – a Lei de Reforma Agrícola, Alimentação e Empregos de 2012 – está analisando a mudança dos mecanismos de proteção de renda, mas está mantendo a força de um arsenal de subsídios.
Na U.E., o suporte à agricultura inclui sobretudo subsídios diretos para os padrões de vida dos fazendeiros (64 por cento do SGPA em 2010), incorporando especialmente os Esquemas de Pagamento Único (Single Payment Schemes - SPSs), que responde por 47 por cento de todo o suporte à agricultura pago em 2010. A razão do suporte é movida para os fazendeiros, mas está desvinculada da produção e dos preços de mercado. A política europeia, portanto, não têm as ferramentas para reagir de modo eficiente à instabilidade de preços. E a reforma pós-CAP 2013 proposta pela Comissão Europeia tornam as coisas ainda piores, sem atender os desafios dos fazendeiros europeus.
À luz desse estudo, a momagri convoca os líderes europeus a incorporar no futuro mecanismos regulatórios genuínos de CAP que estabilizem os preços e as rendas agrícolas, enquanto introduzam ao mesmo tempo gastos mais eficientes na U.E.
Caso contrário? A U.E. deve enfrentar uma dependência alimentar maior e todas suas consequências em termos sociais, financeiros e políticos. O processo já começou, uma vez que a União Europeia dobrou suas importações durante a última década, e parece importar o equivalente à produção de 87 milhões de acres de propriedade familiar, ou seja, o tamanho da Alemanha[2].
1. Ou €130,5 bilhões (taxa de câmbio US$/€ 130,5 bilhões € = 0,755, conforme OECD, 2010).
2. http://operaresearch.eu/files/repository/20111021145840_Etude-Humboldt-FR.pdf
FONTE momagri
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